Fadiga de material
Nem banho de água benta salva o prefeito Roberto Peixoto (PMDB).
Investigado pelo Ministério Público por corrupção, sob ameaça de cassação, Peixoto sofreu mais um revés esta semana, um revés dolorido: teve que demitir a mulher, Luciana, por ordem do Tribunal de Justiça do Estado. De quebra, foi obrigado a colocar seu genro, Anderson Ferreira, para fora do governo.
E agora?
Em que pese o tempo que ainda falta de mandato e a paz política negociada recentemente com a Câmara, uma coisa é quase certa: o governo Peixoto acabou.
Ele ainda é dono da caneta, senta na cadeira principal do Palácio do Bom Conselho, tem o seu nome publicado no Diário Oficial do Município, dá entrevista nas rádios, mas as bases de seu governo foram dissolvidas pelos escândalos em série.
A partir de agora, Peixoto viverá a solidão do cargo. Terá gente sorrindo ao seu lado, assessores, secretários. Mas falta pouco, muito pouco mesmo para chegar naquela hora em que será difícil até conseguir um cafezinho no Bom Conselho.
Para a cidade, esse desgaste é ruim. Mas pode gerar um fato positivo: uma mudança de padrão na política.
Por isso já pululam candidatos a candidatos a prefeito: de Afonso Lobato (PV) a Mário Ortiz (DEM), de Henrique Nunes (PV) a Maria das Graças (PSB), de Isaac do Carmo (PT) a Ortiz Júnior (PSDB), para citar os nomes mais comentados no Bar do Bigode, na Padaria do Jarbas, na Pastelaria do Sussumo e no Fredone.
O que vai mudar?
Só as urnas de 2012 dirão. Mas Taubaté viverá sua primeira eleição em dois turnos, o que, no mínimo, evitará o resultado de 2008, quando Peixoto foi eleito por pouco mais de um terço dos votos válidos.
Por que mudar?
Embora hoje todos sejam inimigos políticos, Peixoto é um ramo –torto, é bom deixar claro– de um mesmo projeto, iniciado nos anos 80 por José Bernardo Ortiz (PSDB), que, à época, significou uma ruptura política na cidade. Esse projeto desenvolvimentista, centralizador, se esgotou.
O prefeito Eduardo Cury (PSDB) é bem diferente de Peixoto e seu governo não deixará de herança uma sucessão de escândalos. Mas um paralelo pode ser traçado entre os dois: ele pilotam modelos exauridos de administração.
Em linguagem de engenheiro, com fadiga de material.
Cury faz quase tudo certinho, mas o governo engasga na troca de marcha, os projetos parecem estar aquém das expectativas da cidade. O diagnóstico de fadiga de material foi dado, usando outras palavras, pelo ex-prefeito Emanuel Fernandes. Para ele, antes de o PSDB definir um nome para 2012, tem o desafio de elaborar um novo projeto político.
O projeto original, criado por Emanuel em 1996, de gerenciamento da cidade, foi superado pelo tempo. A cidade cresceu, resolveu velhos problemas, surgiram outros e sérios.
O PSDB é favorito nas eleições de 2012 em São José. Mas a bandeira do continuísmo é muito tímida para os problemas e desafios da cidade.
5 Comentários para “Fadiga de material”
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Hélcio Costa em abril 18th, 2011
Caro leitor,
em resposta ao artigo sobre Roberto Peixoto (PMDB), a Prefeitura de Taubaté enviou a seguinte nota oficial:
Prezado editor,
A análise do governo do prefeito Roberto Peixoto, feita em sua coluna na edição do último domingo, 17 de abril, a nosso ver, não está correta. Afirmar que “o governo Peixoto acabou” é acompanhar o que quer deixar transparecer a oposição hoje existente na cidade.
Ao longo desses mais de seis anos de administração do prefeito Peixoto, Taubaté tem a seu favor uma série de índices extremamente positivos. Em 2010, o número de empregos na cidade cresceu 128% em relação a 2009 e, hoje, Taubaté é o 50o maior PIB industrial do Brasil.
Ainda em 2010, as exportações do município alcançaram mais de 1,2 bilhão de dólares – um crescimento de 53,1% na comparação com 2009, o que colocou a cidade no 37o lugar do ranking brasileiro, à frente, inclusive, de 20 capitais.
A cidade expandiu sua rede de ensino, implantando o sistema apostilado e se prepara para ganhar o maior complexo educacional da região – o Sedes (Sistema Educacional de Desenvolvimento Social).
Na saúde, foram implantados os Pronto Atendimentos 24 horas da Gurilândia e do Cecap, a Carreta da Saúde, o atendimento odontológico
24 horas e logo será construído um novo e moderno Pronto Socorro Infantil.
Ao contrário do que se afirma, a administração não está paralisada e, conforme indicadores da revista Veja, Taubaté está apta para se transformar em uma “Metrópole do futuro”.
Criar fatos negativos é fácil, difícil é provar que eles existiram –-o que não ocorreu até o presente momento. É claro que esse comportamento da oposição gera algumas dificuldades para a administração municipal, mas não impede que a determinação do prefeito Roberto Peixoto continue projetando Taubaté para o futuro.
Por isso, afirmamos que o governo Peixoto não acabou. É justamente por estar muito viva que a sua administração tem incomodado tanto alguns setores, que preferem optar por uma chuva de fatos infundados que até agora tem apenas se evaporado antes mesmo de alcançar o solo.
Por último, o prefeito Peixoto não é o “ramo” de algum projeto político. Ele é uma liderança consolidada, com vida própria e assumiu esta vocação. Por isso incomoda e provoca reações.
Infelizmente, essas chamadas “lideranças” da oposição, em vez de caminharem no sentido do crescimento da cidade, pretendem apenas pensar nas eleições de maneira egoísta e pessoal. Elas, sim, não têm projeto, apenas afirmações infundadas.
Departamento de Comunicação
Prefeitura de Taubaté
Maria Isabel em abril 18th, 2011
Finalmente alguém fala abertamente o que todo mundo sabe: o governo Roberto Peixoto já acabou. A cidade de Taubaté merece sorte melhor. É hora de pensarmos no futuro.
Ricardo Lopes em abril 19th, 2011
A sucessão de escândalos do prefeito Peixoto é uma afronta a Taubaté, uma das cidades mais importantes do interior do país. O mais grave é que apesar do trabalho do Ministério Público, nosso alcaide continua a reinar no Palácio do Bom Conselho. Isso é o fim do mundo.
Jeferson Cabral em abril 20th, 2011
Com relação ao texto, vos digo que:
Se apresenta a pantomima de Taubate.
Sabemos todos que essa mirabolante e circense manobra com os salários dos atuais servidores de Taubaté, não passa de mais um conto, desses que a gente escuta de “Cuca, Tia Anastácia” etc. Não dá pra entender as interpretações jurídicas que os causídicos da atual adminstração apresentam sobre do que se trata “hora extra”, ou banco de horas, garantir que todos irão realizar horas adicionais mensalmente em suas jornadas, é no mínimo chamar toda uma classe trabalhadora de imbecíl, e os contribuintes de débeis, me desculpem os débeis de toda sorte. Sem falar em caixa sem dinheiro, e de novas e enormes instalações que no mínimo precisarão de gente para trabalhar. Como, de que forma se contratará mais gente?
Agora, dizer que o atual Governo Municipal está acabado, é redundância, está mais do que comprovado, pois, duvido que se apresentem pessoas que asseverem dos atuais dias com satisfação ou orgulho principalmente seus séquitos e assessores, grandes patronos de suas manobras, o futuro nos mostrará. Concordo plenamente com o texto de Helcio Costa.
É mais do que necessário reinventar nossa cidade, reinventar a forma de Governar Taubaté, com profissionalismo, dinamismo, muito conhecimento técnico, experiência e mais do que nunca, probidade, pessoal e profissional administrativa.
Obrigado,
Jefferson Fernando Ribeiro Cabral
Mineirindesampa em abril 27th, 2011
Falar do que tem ou fez é muito fácil, vamos falar do que não tem, ou se tem não funcionma quando funciona é de péssima qualidade. Falar de Sedes (Sistema Educacional de Desenvolvimento Social) que era para ter sido feito no governo passado, Cadê a Escola Malene Miranda, Praça Santa Teresinha, Praça Dom Epaminodas, tão combatida no goverdo passado( do próprio Peixoto) que já está em péssimas condições. Chegamos ao cúmulos de seus secretários dizerem que com a infra estrutura que tem não dá para admnistrar um cidade de 16.000 habitantes, quando temos próximo 300.000 que chegaram a revelia dos adminstradores da cidade, pois não se estruturou para crecer. Meu velho Pai, lá no sertão de Minas gerais já dizia, que uma arvore plantada vai crecer e atingir o máximo de sua capacidade, mas dependendo do adminstrador do Pomar,ela poderá crescer mais bonita, seus frutos poderão serem mais bonitos, mais saboros, a própria arvore será mais bonita/robusta ou mais feia e aniquilada. Isto para dizer que crescer não é sinal de desenvolvimento. Desemvolvimento de uma cidade precisa ser em todos os sentidos, como saúde,educação, transporte coletivo, limpeza publica, conservação de suas ruas e calçadas, respeitos às leis etc…. O que vemos:uma cidade suja, cheia de lixões, cheia de comercio irregular pelas ruas e praças, violencia sem ter o dizer, para não dizer que é uma das mais violentatas do estado, quiçá do País, transito caótico, ruas esburacadas, calçadas quando tem em péssimas condições de conservação, saúde está aí para quem quizer ver, não adianta ter feito dois PAs e a população ter que ficar vários dias para conseguir um consulta ou um exame, em fim teriamos que gastar todo o jornal para citar tudo que estamos vendo a olho nú.Continuamos a ver nos meios de comunicação independentes falar,mas nada é feito, quando o muito vem com churumelas como esta, uns nada falam, porque será? Agora tem que ficar aí dizendo que foi um erro de grafia ou coisa parecida,mas cadê a nota fiscal exibe-a, mostra que o erro ocoreu, como foi corrigido, mostra os impostos reclolhidos pelos vendedores, mas não, vem sempre mostrando as mesmas obras, que ainda não terminaram e ja estão precisando de reformas, e é por aí!!! Vamos ver até onde vai esta novela, que está cronando a Morde e Assopra com Isais e Minerva e seus comparsas…….